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Na Hora De Inovar, Olhe Para O Que Acontece Na Natureza

Na hora de inovar, olhe para o que acontece na natureza

Na definição clássica do ecólogo britânico Arthur George Tansley (1871-1955), Ecossistema significa um conjunto de comunidades que vivem em um determinado local e interagem entre e com o meio ambiente, construindo um sistema estável, equilibrado e autossuficiente. O conceito extrapolou as fronteiras da biologia e chegou ao mundo dos negócios, onde se tornou sinônimo do ambiente no qual se desenvolve, em larga escala, uma determinada atividade e seus impactos com o mundo que a cerca.

Seguindo esta linha de raciocínio, podemos dizer que para se firmar no ecossistema e continuarem relevantes, as startups precisam se manter inovadoras. Trata-se de uma tarefa hercúlea, mas não impossível. Afinal, vivemos num mundo no qual as fronteiras físicas estão desaparecendo e a tecnologia se transforma, rapidamente em commodity. Ou seja: a circulação de informações aliada ao baixo custo para aquisição de novos produtos e serviços ajudam a suavizar a trilha da inovação. E isso vale tanto para startups robustas, como as classificadas de unicórnios , como para aquelas do estágio inicial.

A seguir, cinco dicas que ajudam neste processo:

Diversifique suas fontes de informação – os autores clássicos do Vale do Silício são importantes. Contudo, muitas vezes seu produto ou serviço “dá match” com uma empresa ou mercado de países em desenvolvimento. Procurar em diversas fontes amplia o repertório e ajuda a chegar mais rápido na solução de problemas de um jeito, muitas vezes, pouco convencionais.

Aposte na diversidade como um valor basilar – Nenhum ecossistema fica de pé e se perpetua se não houver diversidade. Então, em vez de ficar apenas na repetição de mantras corporativos trate de praticar esse conceito. Afinal, times diversos são mais difíceis de gerir, contudo geram lucros em volume maior e de forma mais perene, segundo as inúmeras pesquisas disponíveis sobre o tema.

Fique atento aos editais de cocriação – No mundo da colaboração nem todas as empresas e empreendedores, independentemente do porte, estão olhando para quem está ao lado como um concorrente. Na verdade, as grandes estruturas enxergam nas startups um “auxilio luxuoso” para seus Departamentos de Inovação. Então, sempre que for pensar numa parceria, procure extrair o que a contraparte tem de melhor e o que você jamais conseguiria sozinho. Lembre-se, se você foi selecionado é porque você tem algo a oferecer. Não saia desse processo “mãos abanando”.

Editais, encontros, fóruns de conhecimento, happy-hour… – Apesar dos efeitos benéficos da globalização, as decisões empresariais continuam sendo locais. Por isso, mais do que nunca é preciso estar em movimento. Contudo, mais do que participar de encontros de relacionamento é necessário dispor de uma estratégia. Foco no negócio é importante. Contudo, é preciso ter um olhar mais holístico visando a ampliar o espaço de interlocução. Pois na hora de decidir por um fornecedor ou parceiro de negócio, a tendência é chamar quem já faz parte de nosso grupo mais próximo.

Aprenda inglês – O movimento de startups começou nos Estados Unidos. Logo, todo o seu arcabouço filosófico e técnico foi escrito na língua de Shakespeare. Muitas palavras, expressões idiomáticas e termos técnicos foram traduzidos para o português. Contudo, é no inglês que está a base do conhecimento. Falta de dinheiro já deixou de ser desculpas para não aprender um novo idioma. Procure na internet, existem inúmeras plataformas de ensino gratuitas ou com custo módico. Importante: dê preferência às que oferecem certificados reconhecidos por entidades independentes e confiáveis. Dinheiro não nasce em árvore!

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