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Da Lavoura à Mesa. Sem Intermediários

Da lavoura à mesa. Sem intermediários

Poucos duvidam do peso da agricultura familiar, no Brasil. Contudo, quando se coloca este setor em números sua importância se torna ainda mais eloquente. Segundo dados do Censo Agropecuário 2006, 70% dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros provêm de pequenas e médias propriedades, responsáveis por um movimento financeiro anual de R$ 7 bilhões. Contudo, a falta de um sistema eficiente de conexão do campo com os distribuidores (B2B) ou os consumidores finais (B2C) faz com que uma parte expressiva da renda agrícola fique represada nas atividades meio. Os famosos atravessadores.

Foi para ajudar a mudar essa equação que três jovens moradores de Irecê (BA) usaram os conhecimentos em Tecnologia da Informação e da Comunicação (TIC) para criar o AfroMerc, um aplicativo (app) destinado a conectar o produtor diretamente aos consumidores. “Hoje, o pequeno e médio agricultor tem uma parte importante de seu ganho apropriado pelo atravessador”, diz Axel Jeferson Menezes de Oliveira, 24 anos, que lidera o time de estudantes do curso de análise de desenvolvimento de sistemas, no Instituto Federal de Educação da Bahia (IFBA – campus Irecê). Os dois sócios são Deive Moraes de Amaral, 23 anos, e Damarcio Lira Nunes, 21 anos.

Neto e filho de agricultores, Axel cresceu vendo as dificuldades da família a cada safra colhida. “A partir desta plataforma, os ganhos podem triplicar”, estima. Apesar de o AfroMerc se encontrar ainda em fase de ideação (desenvolvimento, na linguagem do mundo das startups), o aplicativo já desperta a atenção do mercado. Prova disso é que eles venceram o desafio final da Maratona de Tecnologia e Inovação, realizado no âmbito da Ocupação Afro.Futurista II na segunda-feira (12/11), na sede da Aceleradora Vale do Dendê, em Salvador. A disputa reuniu competidores das três cidades pelas quais a Ocupação passou: a capital baiana, Irecê (importante polo agrícola) e Seabra (conhecida como a porta de entrada da Chapada Diamantina).

O pitch de cada um dos três times finalistas impressionou a banca de jurados. “Todos eles demonstraram uma grande preocupação em apresentar projetos viáveis, do ponto de vista empresarial, e focados na solução de problemas locais”, destaca o professor-doutor em administração Helio Santos, cofundador da Holding Vale do Dendê, responsável pelo evento ao lado do Instituto Mídia Étnica.

Leia a íntegra, aqui.

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